“Maior do que a vastidão do mar, e até mesmo do ar, é a vastidão da alma que verdadeiramente saiba admirar” (Plinio Corrêa de Oliveira)

Tratamos nos artigos recentes sobre alguns aspectos do Sacramento do Matrimônio. Ademais no último post prometemos contar a história de um casamento que iria desfazer as dúvidas de como viver um casamento feliz. Mas para isso vamos precisar utilizar de um atributo da alma que todos devemos fomentar: a admiração. De antemão também já prevenimos que todos terão que se esforçar para conhecer a história completa, pois, conforme nosso costume, procuramos ser concisos e objetivos por aqui.

O casamento perfeito

Não é difícil entendermos que o casamento perfeito e padrão para toda a História é o de Maria e José. Logo, hoje vamos ressaltar alguns importantes aspectos desse matrimônio. Agora, para os interessados em aprofundarem o tema, recomendamos ler o livro “Maria Santíssima! O Paraíso de Deus revelado aos homens” Vol. II, de autoria de Mons. João S. Clá Dias, EP.

Casamento de Maria e José
O casamento onde brilhou a admiração mútua e a disposição de estarem unidos em qualquer situação

Durante a vida antes do casamento, ambos passaram por fortíssimas provações para manterem-se fieis a Deus. É sabido que Maria e José tinham se consagrado totalmente a Deus e não aspiravam o matrimônio. Porém, viram nos acontecimentos os sinais da vontade de Deus e aquiesceram ao novo desígnio. Prescindido dos milagres e sinais que antecederam o casamento – vide no livro – o santo casal teve um colóquio preparatório para o laço nupcial como podem ver na imagem retirada do livro.

Casamento livro arautos jf

Lenitivo para todos os matrimônios

Daí já aprendemos que, se quiserem estar realizados no casamento, os casais devem pensar primeiro em cumprir a vocação e ajudar a do outro. Em suma, a vocação quer dizer o que Deus deseja que eu faça de útil para a glória d’Ele na família e na sociedade.  Outra coisa importante é o respeito mútuo: por exemplo, José apesar de estar acima de Maria em idade a tratava com a respeitosa palavra ‘Senhora’, e em circunstâncias especiais ‘Santa Senhora’ ou ‘Venerável Senhora’. Sem esfriar em nada o relacionamento nem torná-lo artificial pois o respeito era cumulado de afeto.

Ambos tinham o firme propósito de serem ESCRAVOS do Messias, ou seja, colocar em primeiro lugar a vontade de Deus para aquele momento. Isso com a disposição de enfrentar qualquer obstáculo e aguentar qualquer sofrimento. Entretanto, tinham presente que NINGUÉM cumpre sozinho a sua missão, por isso sempre se apoiavam mutuamente e nunca faziam competição para mostrar suas qualidades ou exigir nada do outro. Pelo contrário, a única porfia provinha da admiração das virtudes que Nossa Senhora contemplava em José e ele em Maria. Sempre foram um só coração e uma só alma e nunca procuraram sobressair diante do outro com suas ideias ou vontades.

Ao mesmo tempo cada um sorvia para si as amarguras da vida no intuito de tornar mais doce e suave a vida do cônjuge. Semelhante as uvas que por assim dizer aceitam ser esmagadas, pisadas e postas de lado, para resultarem nos saborosos sucos e vinhos para os outros, Maria e José nunca reclamavam ou eram ácidos no convívio. Pelo contrário, mesmo estando eles nas maiores perplexidades, sempre eram cordiais e amáveis ao extremo no relacionamento. E, quem ler o livro comprovará que as nossas maiores dores se tornam poeira diante das que Eles passaram.

A Plataforma Reconquista

Vendo a importância dos casamentos estarem moldados nessa sagrada forma matrimonial do santo casal, a Plataforma Reconquista preparou um curso intensivo para todos os casais que desejam ter uma vida santa e pautada pelos 10 Mandamentos. No próximo artigo veremos o exemplo de um casal que buscou regularizar a sua vida de acordo com a Igreja Católica, para vermos como a felicidade matrimonial pode estar mais perto do que imaginamos.

EPJF Botão curso casamento